Os consumidores cegos, no Estado de São Paulo, vão receber a conta de água em braile para que possam conferir sem ajuda de ninguém o valor da tarifa. Eles começaram a ser cadastrados esta semana pela Sabesp em 48 cidades da região de Itapetininga. Entre as cidades estão Avaré, Itapeva e Itararé. É a primeira etapa do programa. Nas seguintes, serão cadastrados todos os deficientes visuais dos 363 municípios onde a empresa administra o serviço de água e esgoto.
As primeiras contas em braile serão emitidas em dezembro. "Além de ser o titular da conta, o deficiente visual precisa comprovar cegueira total", explica Ariadne Janez, assessora de imprensa da Sabep na região de Itapetininga.
O cadastramento, que pode ser feito na Sabesp, pela internet ou pelo 0800-0550195, no interior e litoral, e 0800-0119911 na região da Grande São Paulo, não tem prazo para se encerrar.
Fonte: Uol
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terça-feira, 23 de outubro de 2012
Cegos receberão conta de água em braile
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quinta-feira, 18 de outubro de 2012
Invisibilidades
Rede SACI
11/10/2012
Artigo de Marta Gil
Comentário SACI: (*) Marta Gil: Socióloga, consultora na área da Deficiência, coordenadora do Amankay Instituto de Estudos e Pesquisas, Fellow da Ashoka Empreendedores Sociais, colaboradora do SENAI-SP e do Planeta Educação. Foi uma das criadoras da Rede SACI e sua gerente até 2006.
A “invisibilidade” na área da Deficiência já se tornou uma velha conhecida. As pessoas com deficiência a sentem na pele, nas mais diversas situações; os que estão perto delas ou trabalham na área têm muitas histórias dela para contar.
Para Harry Potter e seus amigos, a invisibilidade trazia vantagens e, portanto, era desejável: com a capa mágica, podiam se aventurar, descobrir segredos e identificar vilões. A capa os protegia, dava acesso a informações preciosas ou mesmo favorecia escapadelas.
Não é esse o caso das pessoas com deficiência. Porém, já que repetimos tantas vezes essa afirmação e até comprovamos sua ocorrência, vale a pena refletir sobre isso.
Mas, por que usar o plural?
Porque acho que há dois tipos de invisibilidade.
A nossa velha conhecida é aquela que ignora as características das pessoas com deficiência, camuflando-as com frases como “Para mim, todos são iguais”; “O que me interessa são pessoas”; “Trato todos do mesmo jeito” ou variações parecidas. Essas frases, que aparentemente traduzem sentimentos louváveis, podem esconder um perigo, embora as intenções de quem fala sejam as melhores e as mais nobres possíveis.
Perigo? Como assim?
Ele reside na não consideração de características que fazem parte da natureza da pessoa com deficiência. Se os traços diferenciais são “pasteurizados” em nome desta igualdade que não respeita a diversidade – ao contrário, passa um trator sobre ela - então essas características ficam, sim, “invisíveis”. Resultado: escolas (e demais espaços sociais) não têm materiais em braile, em português simplificado ou com audiodescrição; surdos não têm intérpretes de Libras; rampas, elevadores, softwares, pisos podotáteis nem são contemplados em orçamentos, etc., etc.
Como alerta Reinaldo Bulgarelli: As pessoas não são “alminhas vagando por aí”; têm corpos, características, desejos e necessidades, que formam sua identidade. Quando esta não é sequer considerada em nome de uma suposta “igualdade”, elas se tornam “invisíveis” porque algumas de suas características são solenemente ignoradas. Aí, a presença nos espaços sociais se torna difícil ou até mesmo inviável, para muitas. Isso explica porque nem sempre são vistas por nós.
Esse tipo de invisibilidade deve ser combatido, sempre. A Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, que o Brasil ratificou com equivalência constitucional é o instrumento mais potente que dispomos para garantir a visibilidade. A Convenção traz um novo olhar, tendo como base os Direitos Humanos. Um de seus pilares é a Acessibilidade, em todos os significados do termo. A ausência de acessibilidade configura discriminação – e discriminar é crime. Simples assim.
Ana Paula Crosara, que tinha uma deficiência física, costumava dizer que esperava o dia em que entrar e sair de um carro fosse algo corriqueiro, deixando de ser “um espetáculo”, que atraía olhares curiosos.
Esse outro tipo de “invisibilidade” é desejável, pois vem da naturalidade: indica que as condições para que as pessoas com deficiência possam participar da sociedade estão asseguradas. Assim, elas podem “aparecer” e todos podemos conviver com tranquilidade, segurança e respeito.
A “invisibilidade desejável” beneficia a todos, porque considera a diversidade funcional de cada um. Ela cria um círculo virtuoso: ao olhar de frente o diferente, a sociedade inventa alternativas e busca soluções; à medida que a acessibilidade aumenta, mais pessoas entram na roda e a diferença passa a ser percebida e celebrada como parte da riqueza da Vida.
Para termos direitos iguais, nossas diferenças precisam ser vistas, reconhecidas e aceitas.
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sexta-feira, 5 de outubro de 2012
Cegueira: Mito e Realidade - Como é Ser Cego?
Existe um mito em torno da cegueira que portamos que faz dela um monstro que ela não é.
A cegueira não machuca, não dói, não limita tão radicalmente como pensam os que enxergam quando fecham os olhos por um minuto imaginando serem cegos, também não é doença. Acostuma-se com ela e o dia a dia é tão comum que esqueço da cegueira e acabo por ver do jeito que "vejo" sem lembrar que não é visão!
Depois de algum tempo de cegueira pode-se trabalhar, viver, ter todos os prazeres sexuais, emocionais e intelectuais que todos podem ter. Nosso problema não é tanto entre nós cegos e a cegueira e sim entre ela e a sociedade. Ficamos sempre por detrás de um muro que faz não nos enxergarem como somos em nossas diferenças e em nossas igualdades.
Quando percebo os limites dos outros, principalmente os de saúde, como eu mesmo os tenho, é que sinto com nitidez como a minha cegueira é o menor problema que possuo, se é que é problema! É uma diferença, um limite que dependendo de mim pode ser diminuído ou aumentado. Existem muitos cegos que descarregam como culpa da cegueira suas incompetências pessoais e educação desinformada.
Em verdade, nossa deficiência depende de quem a tem. Ela nos limita de fato, nos diferencia socialmente também, mas uma boa cabeça pode ultrapassar os obstáculos imaginários reduzindo-os aos reais, procurando superar as reservas sociais desnecessárias.
Fazemos um esforço maior, temos que aprender mais coisas, driblar muitas emoções de rejeição e baixa estima, superar o condicionado estigma de que somos incapacitados, criado geralmente por pessoas que nem cegos são para sabê-lo, apenas imaginam! Mas, com persistência, podemos alcançar um grau de emancipação e independência excelentes!
Vou acabar como comecei: existe um mito em torno da cegueira que portamos que faz dela um monstro que ela não é.
MAQ.
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quarta-feira, 3 de outubro de 2012
O Braille e o Jornalismo.
Quando penso naquele período de quase uma década em que trabalhei como repórter no então jornal de maior circulação da Paraíba, sinto como se houvesse ultrapassado uma convenção, uma fronteira; como se houvesse escalado um monte muito alto para perceber o mundo à minha volta por sobre uma estreita cúpula de pedra.
Só hoje tenho consciência do que fiz em todos aqueles anos em que datilografava os acontecimentos cotidianos da minha cidade, do meu país. Por baixo do texto objetivo, de parágrafos curtos, insinuava-se uma outra escrita, um outro texto, que dizia que cegueira e jornalismo não eram incompatíveis; uma outra gramática de relações em que dialogavam o Braille, a datilografia e a linguagem jornalística na construção dos furos de reportagem que então fui capaz de produzir.
Estávamos na década de oitenta e as redações eram ainda imensas salas atulhadas de mesas, caixotes de lixo, fumaça de cigarro e ruído intermitente das máquinas de datilografia, ruminando sílabas e palavras para os acontecimentos do mundo lá fora. Páginas do dia seguinte, a desfolharem-se sob os olhos ora ávidos, ora quase desatentos dos leitores de então. Páginas e páginas manchadas de tinta que se quer falavam da reportagem inédita que se desdobrava no íntimo da minha consciência, inédita reportagem da qual nunca falara até o momento em que me pus a escrever este artigo.
Por dias a fio, enquanto perseguia o alimento primordial do jornalismo, enfatizando o excesso, a falha, o diferente, o desvio, enquanto me aprimorava na técnica de selecionar o fato mais chamativo para a linha de frente de cada matéria redigida, não me dava conta do tamanho do desafio a que me propusera, não me dava conta de que eu era o próprio desvio, num mundo em que cegueira e visualidade eram eminentemente excludentes, um mundo em que o exercício do jornalismo era sobretudo um testemunho do olhar.
Muita coisa aconteceu naqueles meus anos de jornalismo, escrita invisível de um texto inédito que se reproduzia por baixo da notícia cotidiana, reportagem nunca publicada mas propositura de uma assinatura nova para o diálogo que então se estabelecia entre cegueira, jornalismo e os modos dos quais eu dispunha para transcrever o mundo à minha volta. Houve pois reportagens e entrevistas inesquecíveis. Situações inusitadas que ficariam muito bem em um livro de aventuras ou numa obra auto-biográfica.
De todos esses acontecimentos, porém, sobressai-se um aparentemente insignificante, forjado numa límpida e tranquila manhã de sábado. Um acontecimento aparentemente insignificante - volto a frisar - mas que por si só exibiu toda a problemática da cegueira, com suas especificidades e sua profunda estranheza perante os olhos do mundo.
Sábado. O dia trazia alívio antecipado, vontade de abandono das notícias rotineiras, da crônica das queixas de faltas e carecimentos, desejo de transitar por entre as árvores, a fiscalizar a devastação dos homens ou perseguir uma cena romântica de lavadeiras a cantar em algum rio em que uma escritura da poluição pudesse ser denunciada nas páginas do domingo. Os repórteres da geral já tinham ido pois às suas caçadas. A redação pulsava quase tranquilidade, quando a pesada porta de vidro deu passagem a um homem idoso, a preocupação estampada na voz com que se dirigiu ao chefe de reportagem.
Queria fazer uma denúncia sobre problemas de terra e como eu estava no plantão, ele foi encaminhado à minha mesa.Começou seu relato sem se quer olhar para mim. Eu anotava freneticamente na minha reglete, compondo em Braille, uma síntese da sua zanga. Na fala, que eu guiava para o aprontamento da notícia, com indagações, confirmações e pausas, aquele homem entregava-me suas esperanças, seu desabafo, a vontade de ver publicada mais do que uma história de desentendimento por terras, o desejo de que o recorte midiático dessa etapa da sua vida confirmasse, no mundo escrito do texto jornalístico, a marca da sua honra.
Quando o relato acabou, preparei-me para datilografar o texto. Foi quando o homem percebeu a folha de papel em Braille que eu estendera sobre a mesa, ao lado da máquina de datilografia. Com uma perplexidade nova na voz, ele agora me entrevistava:
-- O que é isso? O que você está fazendo?
Eu poderia ter me investido da autoridade de repórter. Poderia lhe dizer que se fosse embora e comprasse o jornal no dia seguinte para saber. Na pergunta daquele homem, porém, mais do que perplexidade e espanto havia o receio de haver perdido tudo o que me dera. O medo pânico de ver sua contenda ir-se pelo ralo, assim como a sua honra. Foi por isso que não transigi. Foi por isso que me igualei ao homem e lhe dei as explicações que me pedia:
-- Isto são minhas anotações para redigir a sua denúncia, disse-lhe com calma, evitando pronunciar a palavra Braille.
O homem fixou o relevo pontilhado no papel em branco, ávido por descobrir ali alguma letra sua conhecida e num último esforço objetou:
-- Mas não tem nada escrito nesse papel".
Chegara pois o momento crucial. Era a hora do confronto entre um mundo cristalizado que pensava a cegueira como incapacidade absoluta e a realidade, que numa redação de jornal uma repórter cobria o desafio diário de enfrentar esse mesmo mundo sob a moldura da sua cegueira:
-- Eu sou cega. Isto é o modo como eu escrevo, Isto é o Braille".
A máquina solitária do editor de cultura datilografou um ponto final. Ele havia acabado de fechar a página de domingo. A sala ficou por longos instantes sob a cúpula de um silêncio pesado. À minha frente vibrava o coração de um homem que temia pelo futuro da sua denúncia, transformada em pontos incompreensíveis.
E foi somente quando comecei a datilografar o relato, com a mão esquerda a consultar de vez em quando as anotações em Braille, para regressar ao teclado da máquina de datilografia comum, foi somente depois que a vista cansada do homem começou a desvendar por sobre a folha manchada de tinta, mas com letras reconhecíveis, as palavras de sua denúncia agora organizadas em texto jornalístico, foi somente naquele momento que ele decidiu abandonar a minha mesa de trabalho, dirigindo um olhar ainda aflito ao chefe de reportagem, onde se podia ler um apelo para que aquela nota, escrita por mim, pudesse mesmo ser publicada.
Falar agora daquele episódio fez com que, do armazém das lembranças da minha meninice, emergisse um cordel inteiro de coisas acontecidas na minha cidade natal. Como chusmas de pássaros do campo, outros episódios parecidos com aquele ainda vivem como lembranças corriqueiras no fundo dos dias da minha infância. Todos os anos, ao fim do semestre letivo, íamos para as férias em casa dos meus pais, que viviam no alto sertão de Pernambuco. Uma singularidade que envolvia minha família (pelo menos seis dos meus treze irmãos haviam nascido cegos como eu), atraía uma verdadeira romaria de camponeses à nossa casa nos dias de descanso.
Naqueles dias, os rostos incrédulos dos camponeses perfuravam as folhas do Braille que meus pais pediam que lêssemos para eles, à procura de um entendimento que fosse para aquele estranho ritual de mãos caminhando sobre a superfície do papel, ao modo das máquinas de cultivar a terra, desvendando sulcos e sulcos de uma escrita incomum. Quantas vezes os camponeses incrédulos não pediam que um de nós saísse, para que pudesse ditar para um outro uma frase que depois o ausente teria que decifrar!!!
Que estranha escrita é essa que percute uma música composta por sons secos e ritmados nas mesas de escola, nas reuniões de trabalho, desafiando o silêncio e fazendo com que olhares perplexos e inquisidores ergam-se até o local de onde ela vem,a pedir uma explicação, a reproduzir os antigos gestos e expressões que a visualidade sempre dedicou à cegueira, a inquirir o cego que escreve com voz ora aflita, ora resoluta, "O que é isso? O que é que você está fazendo"?
Quantas vezes o próprio Louis Braille, inventor desse código fantástico, não teria ouvido a mesma pergunta, sob entonações as mais diversas! E que resposta apropriada ele não teria dado se dissesse:
"Estão ouvindo? Estou batendo na porta do mundo da cultura. Estou pedindo passagem para me instalar como habitante competente no mundo das coletividades letradas. Sou cego. Minha escrita é estranha conformação de linhas pontilhadas. Estou cavando o solo das palavras, para que vocês me vejam e se apercebam de como eu vejo o mundo"!
Porque é certo que Luís Braille, ao inventar esse pequeno filete de seis pontos justapostos, apto a gerar 63 combinações para a representação das letras do alfabeto latino, inventou a chave dentada mais poderosa para abrir o mundo da cultura aos indivíduos cegos.
É certo que a partir desses seis pontos justapostos ele instaurou no mundo a palavra fundadora para o reconhecimento da máxima filosófica, metafísica, antropológica, de que a cegueira é uma forma de visão Por baixo da escrita pontilhada de livros e livros em Braille guardados nas bibliotecas; por entre as linhas das folhas e folhas de papel que trabalhadores cegos produzem nos mais variados campos profissionais; por entre os dedos do poeta cego, que sobrevoa as linhas da sua poesia escrita em Braille, persiste um texto singular, narrativa construída da história da inserção desses indivíduos num mundo que ainda não conseguiu desvencilhar-se dos seus antigos valores e que ainda fita com perplexidade o escritor/leitor da escritura pontográfica.
Notícias indiscutíveis de tal perplexidade ainda podem ser testemunhadas em pleno século XXI. No balcão da farmácia, no caixa do supermercado, vendedores apresentam ao consumidor cego produtos em cujas embalagens alinha-se um pequeno grupo de linhas pontilhadas. A antiga pergunta insinua-se carregada de expectativa: "O que é isso"? E novamente o gesto fundador que concedeu ao cego o seu ingresso na comunidade usuária dos signos de escrita se realiza ali, perante um perplexo vendedor que só pode explicar aquilo como um milagre, como um ritual de "adivinhação" que conforme imaginavam os antigos, ele julga estar sendo encenado pelo leitor cego, aos seus olhos, um ente quase divino.
E quando as tecnologias de informática com seus softwares de voz, aliadas a cifras desalentadoras quanto ao uso do Braille por crianças, adolescentes e jovens cegos, desenham no campo do debate tiflológico a pergunta sobre se o Braille será ou não substituído pelos computadores, a nossa resposta só pode ser firmada em relevo, em grandes letras pontilhadas, a desenharem um NÃO.
sábado, 22 de setembro de 2012
Sinalização tátil
A Sinalização Tátil é qualquer tipo de sinalização que envolva o tato como meio de assimilar a mensagem. É fundamental no benefício de pessoas cegas ou com baixa-visão, que não podem se beneficiar da Sinalização Visual apenas. O maior exemplo seria o Braille, uma linguagem baseada em pontos em relevo, especialmente desenvolvida para deficientes visuais, e pode ser utilizada em placas, mapas táteis, cartilhas entre outros dispositivos.
Outros exemplo é o Piso Tátil, que tem funções de alerta a obstáculos ou bloqueios, e no sentido direcional de locomoção.
Piso Tátil ou PodotátilPodo: pé Tátil: tato (sentido).
Esses pisos tem como serventia auxiliar a caminhada das pessoas, sejam elas deficientes visuais, crianças, idosos e até mesmo turistas. Como revestimento de chão, os pisos táteis não funcionam sozinhos e sim com uma composição de peças que caracterizam uma caminhada segura e com autonomia. Portanto deve ser levado em consideração o desenho universal deste produto, lembrando que o seu significado deve ser evidente e fácil reconhecimento, tendo uma linguagem simbolica onde quer que os encontre.
Piso tátil direcional

Piso tátil de alerta


É importante lembrar que as informações táteis devem ser adequadas em espessura, corpo, tipologia, cores e demais formas físicas que transmitam corretamente estas informações, com conforto e segurança ao usuário.
Os pisos táteis devem ser cromodiferenciados, ou seja, devem possuir cor contrastante com o piso adjacente, porque ele não atende somente às necessidades dos cegos. Deficiente visual é também aquele que tem visão parcial, ou seja, baixa visão, conseguindo distinguir mais cores fortes do que formas e nitidez e tem a direção auxiliada pelas cores contrastantes do piso. A cor contrastante auxilia também os idosos.
No Brasil os pisos táteis foram normatizados pela norma técnica NBR 9050 que apresentou estes produtos somente no ano de 2004. Sendo assim seu conhecimento é relativamente novo, e deveria ser do interesse de todos órgãos públicos, portanto, ainda existe muito o que fazer para melhorar a acessibilidade em nosso município e no Brasil.
Mariza Helena Machado
fonte: http://estardeficiente. blogspot.com.br/2010/02/ sinalizacao-tatil.html
Outros exemplo é o Piso Tátil, que tem funções de alerta a obstáculos ou bloqueios, e no sentido direcional de locomoção.
Piso Tátil ou PodotátilPodo: pé Tátil: tato (sentido).
Esses pisos tem como serventia auxiliar a caminhada das pessoas, sejam elas deficientes visuais, crianças, idosos e até mesmo turistas. Como revestimento de chão, os pisos táteis não funcionam sozinhos e sim com uma composição de peças que caracterizam uma caminhada segura e com autonomia. Portanto deve ser levado em consideração o desenho universal deste produto, lembrando que o seu significado deve ser evidente e fácil reconhecimento, tendo uma linguagem simbolica onde quer que os encontre.
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É importante lembrar que as informações táteis devem ser adequadas em espessura, corpo, tipologia, cores e demais formas físicas que transmitam corretamente estas informações, com conforto e segurança ao usuário.
Os pisos táteis devem ser cromodiferenciados, ou seja, devem possuir cor contrastante com o piso adjacente, porque ele não atende somente às necessidades dos cegos. Deficiente visual é também aquele que tem visão parcial, ou seja, baixa visão, conseguindo distinguir mais cores fortes do que formas e nitidez e tem a direção auxiliada pelas cores contrastantes do piso. A cor contrastante auxilia também os idosos.
No Brasil os pisos táteis foram normatizados pela norma técnica NBR 9050 que apresentou estes produtos somente no ano de 2004. Sendo assim seu conhecimento é relativamente novo, e deveria ser do interesse de todos órgãos públicos, portanto, ainda existe muito o que fazer para melhorar a acessibilidade em nosso município e no Brasil.
Mariza Helena Machado
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terça-feira, 18 de setembro de 2012
Cinema para cegos em Cuba
Cuba: as pessoas cegas e deficientes visuais também vão ao cinema
O projeto “Apalpando a Luz” de filme para cegos foi lançado em Cuba em julho de 2011. Existem mais de 30.000 pessoas cegas em Cuba, muitos dos quais foram capazes de descobrir o cinema com esta iniciativa na ilha caribenha.
O custo de fazer um áudio-descripcion é muito alto, 8 especialistas trabalham pelo menos um mês. Poupam um pouco trabalhando com filmes cubanos, porque os seus autores transferem os direitos sobre o filme transferidos quando explicou o projeto.
Hoje essas sessões especiais ocorrem uma vez por mês em um dos cinemas da capital cubana. Neste momento, os fãs de cinema deficientes visuais podem se tornar espectadores em mais de 20 filmes, todos eles de produção cubana.
<iframe width="560" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/JYpjPDEAsQ4" frameborder="0" allowfullscreen></iframe>
Fonte: https://tudoparaminhacuba. wordpress.com/tag/cinema-para- cegos-em-cuba/
O custo de fazer um áudio-descripcion é muito alto, 8 especialistas trabalham pelo menos um mês. Poupam um pouco trabalhando com filmes cubanos, porque os seus autores transferem os direitos sobre o filme transferidos quando explicou o projeto.
Hoje essas sessões especiais ocorrem uma vez por mês em um dos cinemas da capital cubana. Neste momento, os fãs de cinema deficientes visuais podem se tornar espectadores em mais de 20 filmes, todos eles de produção cubana.
<iframe width="560" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/JYpjPDEAsQ4" frameborder="0" allowfullscreen></iframe>
Fonte: https://tudoparaminhacuba.
quarta-feira, 12 de setembro de 2012
Site
Encontrei um site muito interessante com produtos destinados as pessoas que possuem deficiência visual.
São vendidos jogos, livros, impressos em braille, bengalas, relógios, materiais pedagógicos, dentre muitos outros.
Vale a pena conferir, o nome do site é "Bengala Branca"
o link é esse: http://www.bengalabranca.com.br/2011/index3.php
São vendidos jogos, livros, impressos em braille, bengalas, relógios, materiais pedagógicos, dentre muitos outros.
Vale a pena conferir, o nome do site é "Bengala Branca"
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quinta-feira, 23 de agosto de 2012
Alguns tipos de livros
Audiobook / livro falado
O audiobook, nada mais é do que a gravação da voz de uma pessoa
lendo/narrando um livro. Geralmente era gravado em fitas K-7 e CD's,
mas atualmente é comum encontrar em formato MP3, WMA e Ogg,, podendo
ser gratuitos ou pagos. Alguns possuem efeitos sonoros, que auxiliam na compreensão e fazem a história tornar-se mais presente.
Livro digital/ e-book
É um livro que é lido através de equipamentos como computadores, PDAs,
Leitor de livros digitais ou até mesmo celulares que suportem esse
recurso. É de fácil acesso, pois na maioria das vezes, podem ser
encontrados para download na internet de forma gratuita.
Livro em Braille
São livros impressos no Sistema Braille em que o leitor lê com o
auxílio das pontas dos dedos. Sabendo o código é possível ler e conhecer o mundo.
quarta-feira, 22 de agosto de 2012
Seção Braille - Biblioteca Pública do Paraná
A Biblioteca Pública do Paraná possui um espaço destinado a formação e desenvolvimento de pessoas com deficiência visual, a Seção Braille, que disponibiliza o acesso à informação e à leitura através de meios especializados, como o livro falado, o livro digitalizado e o livro em Sistema Braille. Além de periódicos (revistas, boletins e folhetos), tocadores de mp3 e fones de ouvido, equipamentos de som, Cds, jogos adaptados, equipamentos para escrita e cálculo, máquinas de datilografia Braille, regletes, punções, sorobãs, equipamentos para ampliação de imagens e de textos, além de computadores com sintetizadores de voz que possibilitam a audição do que está escrito na tela.
Empréstimo
O usuário também pode fazer empréstimo do acervo. Para utilizar esse serviço, o usuário deve fazer sua inscrição de acordo com as “Normas para inscrição de leitor e empréstimo de livros” na Seção de Circulação. De posse da carteirinha, o leitor solicita o cadastramento na Seção Braille. As pessoas residentes em outros municípios do Paraná devem efetuar a solicitação através da biblioteca municipal local, que solicitará os serviços da REDECEG (Serviço de apoio a outras bibliotecas).
Visitas Orientadas
A Seção Braille recebe visitas de grupos para apresentação do espaço físico e dos serviços prestados. De acordo com a faixa etária, essas visitas devem ser previamente agendadas na Seção Infantil.
Horário de atendimento:
segunda a sexta, das 8h30 às 19h;
aos sábados, das 8h30 às 12h30.
Mais informações:
http://www.bpp.pr.gov.br/
Telefone: (41)3221-4985.
E-mail: braille@pr.gov.br
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terça-feira, 21 de agosto de 2012
Braille
O braille é muito importante na alfabetização, ele é um código de escrita para pessoas cegas.
Abaixo, um vídeo que mostra um pouco do seu funcionamento:
No próximo post, irei mostrar um lugar onde deficientes visuais podem ter acesso gratuito a filmes, livros, palestras, eventos e muito mais...
No próximo post, irei mostrar um lugar onde deficientes visuais podem ter acesso gratuito a filmes, livros, palestras, eventos e muito mais...
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